Birra, saiba como lidar e manter o controle da situação

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A Birra é uma reação da criança à alguma frustração.

Quando percebem que a sua vontade não será atendida ou há uma restrição de algum adulto, usam a birra para se manifestar.

A Birra pode acontecer a qualquer instante, basta que você diga um “Não” e pronto a situação muitas vezes virá um caos.

Como fica as nossas emoções?

Eu confesso que me estressa muito, tento ao máximo me manter no controle, mas me chateia demais.

Dentro de mim, passo um turbilhão de emoções, como assim estava tudo bem e agora estamos assim num conflito que me parece não ter fim.

E quando acontece um descontrole, me encho de culpa e arrependimentos, mas que as vezes sinto que somente quando agi daquele jeito a situação se controlou. Será que é assim mesmo?

Antes de ser mãe, eu via uma criança fazendo birra e ficava pensando, nossa o dia que eu tiver um filho, isso não vai acontecer.

E hoje, eu vejo e lembro, falo nossa, como eu paguei a língua.

Rafa e Felipe ainda não fizeram nenhuma pirraça em público, mas Lorena já me deu a oportunidade de ter algumas histórias para contar.

Hoje já consigo entender melhor a situação e me manter no controle, mesmo que em alguns momentos seja muito difícil.

Porque será que as crianças fazem birra, fui pesquisar para compartilhar com vocês.

A Birra

Então, a Birra vem de um um conflito emocional, que faz parte do desenvolvimento da criança.

Muitas vezes, numa situação dessas achamos que a criança está fazendo aquilo para irritar, medir força, desafiar e ajudar a perdermos a paciência.

Mas são conflitos e comportamentos delas para atender uma necessidade que a criança não vê como atendida.

Com isso, ela grita, faz más-criações, chora e esperneia com uma forma de chamar atenção.

Analisando a situação?

Respire fundo, porque não é fácil!

Tente observar a situação, analisar e entender o que de fato o seu filho está querendo.

Se há possibilidade de manter o não ou rever e lidar com aquela situação de forma respeitosa.

Pelo nível de estresse que o momento leva tanto a nossa postura quanto da criança, podemos vê que na hora da birra, a criança parece não enxergar o que está acontecendo, não escuta e muito menos se controla.

Nesse caso não adianta querer ensinar as crianças lições de paciência, porque a crise da birra não deixa que ela entenda.

O melhor a fazer é tentar acalmá-lo, se tiver num lugar público, tente afastá-lo e dê um tempo para ver se acalma.

Converse, faço o pensar no ocorrido, mostre que ficou triste.

E se cortou uma TV, um passeio, um brinquedo, se mantenha firme nessa decisão, cumpra o que falou.

Eu sei que é difícil, mas se ceder, irá acontecer de novo e ele não vai aprender.

Quanto mais afetiva se tornar a conversa, ele começa a entender e expressar suas frustrações, sem recorrer as birras para mostrar que não aceita receber um não.

A Birra é uma forma que a criança encontra para chamar a atenção a algo que não está agradando.

Situações que podem contribuir para a birra

A criança está com sono, fome, cansaço, não quer tomar banho, escovar os dentes, comer ou seja realizar algumas tarefas que não gostam, são algumas das principais causas na hora do pequeno manifestar alguma crise.

Quando estão maiores ficamos até assustadas com alguma reação, que sai fora do que listo acima.

Como uma roupa que insisti em vestir, um doce que teima em comer fora da hora.

Esse crescimento alinhado a descoberta da independência, faz com que a mesma criança que grita e bate o pé, daqui a pouco te diz um “Eu te amo”.

Já vivi algumas situações com a Lorena que ela bate o pé, e daqui a pouco vem correndo me pedir desculpas e dizer que me ama.

O que fazer no momento da Birra

Não entre na batalha, mantenha o controle

  • Faça o possível para manter o controle.
  • Se tiver em público, tente levar para um lugar aonde consiga acalmá-lo sem a visão de uma platéia, o que também te ajudará a acalmar.
  • Se a situação for extrema a ponto dele querer se machucar ou até mesmo você, acolha e o abrace e tente conversar de forma calma para que ele possa se sentir amado.

Converse de uma forma que ele entenda sobre os motivos do NÃO

  • As crianças precisam saber o porque das regras e quais as razões que o fizeram dizer não.
  • Durante a crise, já vimos que parece não adiantar a conversa.
  • Então, assim que ele acalmar, peça para falar o porque agiu daquela forma e de maneira clara reafirme os motivos do não.

Firmando as regras

  • Existe situações que não são negociáveis, porque são essenciais, como ir a escola, respeitar ao próximo, fazer tarefas que diz respeito ao seu cuidado, como higiene.
  • Não tem como deixar para lá, por isso, seja firme e mostre que não existe negociação, explicando o motivo de forma que ele entenda.

Analise o seu comportamento

  • Não adianta cobrarmos um controle emocional dos nossos filhos, se quando nos deparamos com uma situação difícil, também perdemos o controle.
  • Qual o nosso exemplo, a situação pode estar se espelhando, já parou para pensar nisso.

Cumpra combinados

  • Eu uso muito uma frase aqui em casa, combinado é combinado…pois se prometo uma coisa para Lorena, cumpro.
  • Sempre penso bem antes para ver a situação, pois ela já aprendeu isso e quando não cumpre, coloco ela para pensar sobre aquela situação.
  • Acredito isso ajuda ela ter responsabilidades dos seus atos, mesmo que pequena, saiba que senão cumprir algo pode perder, que terá consequências.

Atenção as ameaças

  • Não faça ameaças e nem coloque medo, seja verdadeiro.
  • Porque as crianças são espertas e se perceberem que aquela ameaça não acontece irá deixar de acreditar e fará novamente.

Coloque o para pensar

  • Tente o diálogo, senão funcionar, coloque o para pensar e deixe por algum tempo.
  • Ou retire algo que goste muito, como um brinquedo, desenho, enfim, algo que o faça perceber que perdeu por conta daquele mal comportamento.

Evite agressões físicas

Evite agressões físicas, por mais que alguns pessoas digam que uma palmada não doí, doí sim e deixam marcas.

O poder das palavras

  • Cuidado com julgamentos, o momento da birra é muito estressante, mas cuidado para não rotular o seu filho.
  • Repetidas palavras como: Essa criança é muito malcriada ou só faz coisa feia.
  • Pode fazer com que ela acredita ser assim e não que seja um comportamento daquele momento.
  • Lembre-se que estão construindo sua personalidade e assim podem acreditar que essa é a sua essência.

Reconheça o lado bom, faça elogios

Faça elogio, reconheça o lado bom para trabalhar a autoestima, elogie o entendimento dele para algo que foi entendido ou combinado.

O principal de tudo é mantermos o controle da situação, acalmar e acolher aquele momento difícil.

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