Aleitamento materno, minha história real

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Aleitamento materno, escolhi escrever esse post hoje, dia 01 de Agosto de 2019, Dia Mundial da Campanha do Aleitamento Materno para contar como foi a minha história.

Quem sabe? Você não passou ou está passando pela mesma experiência.

Como foi o preparo para o aleitamento

Durante a minha primeira gestação, segui todas as dicas que recebi para me preparar para o aleitamento materno.

Me diziam para não passar creme hidratante nas auréolas, que tomasse sol para deixar a pele mais resistente, tudo isso, eu fiz.

Senti os seios maiores e doloridos, sintomas comuns da gravidez. que acontece devido a ação do hormônio preparando para a lactação.

Comprei concha protetora para os seios, sutiãs de amamentação.

Mas como nem tudo na vida sai como planejamos!

Lorena nasceu num parto de cesária, tudo programado. Cesária agendada, a família toda reunida e feliz.

Só não poderia contar que quando Lorena começasse a chorar para mamar, o leite não teria descido ainda.

Antes mesmo de irmos para o quarto, a pediatra já colocou ela no meu peito para mamar.

Nessa hora senti uma dor, porque a posição que a colocou no meu peito, eu ainda deitada doeu muito e o leite não desceu.

E assim fomos para o quarto, eu ainda sem o leite, as enfermeiras começaram a dar fórmula infantil num copinho.

Com receio que pudesse atrapalhar a pegada do peito quando o leite descesse, não deram uma mamadeira.

Ficamos no hospital três dias, nesse tempo todo uma luta para Lorena mamar no peito, o leite era muito pouco ou quase nada.

As tentativas do aleitamento

Ainda no hospital, as enfermeiras começaram a fazer massagem em mim para estimular e fui ficando cada vez mais ansiosa.

Fomos para casa e continuou a mesma coisa, pouco leite.

Por indicação de uma amiga, chamei uma enfermeira do corpo de bombeiro, para ajudar a estimular.

Não deu certo, o leite era muito pouco.

E as tentativas continuaram…

Falei com o meu médico e ele passou um remédio para tomar e colocar no nariz.

Olha vou te contar, que dificuldade. Como assim não tinha leite para amamentar a minha bebê!

As lágrimas corriam do meu rosto por não conseguir amamentar.

Tentei tudo que me falavam, beba bastante água, faz isso e aquilo.

E a pressão que sentimos, e os benefícios que sabemos do leite materno para o bebê, essa ansiedade toda só piorou.

O fato é que não consegui, chorei muitas vezes até entender que não seria menos mãe porque estava dando a minha filha fórmula infantil.

Um dia ouvi da pediatra dela, fique tranquila, ela vai se desenvolver, o leite materno tem sim muitos benefícios, mas não se culpe, tenho vários pacientes que só tomaram fórmula infantil e são muitos saudáveis.

E assim fui seguindo em frente, Lorena realmente só mamou fórmula infantil, cresceu e se desenvolveu super bem.

E os gêmeos, como foi a amamentação?

Engravidei dos gêmeos 4 anos depois de ter a Lorena, o meu médico me disse.

Olha, o fato de não ter conseguido amamentar a Lorena, não quer dizer que não possa amamentá-los.

E vou te contar, deixei correr de forma natural, me preparei para não ficar tão ansiosa para ver se assim o leite descia.

Mas no caso dos gêmeos, foi muito diferente. Como já contei aqui os gêmeos nasceram prematuros e com isso, eu não contava.

Logo que nasceram foram para a UTI Neonatal e nos primeiros dias eram alimentados por sonda, depois copinhos e só assim começaram a tentar o aleitamento materno.

Como me senti amamentando

Posso contar que foi incrível conseguir amamentar os dois, um de cada vez.

Não pude tentar os dois ao mesmo tempo, como acontece com algumas mamães de gêmeos.

Olha eu ai na foto ao lado, num dos poucos momentos que tive a oportunidade de amamentá-los.

aleitamento
Arquivo pessoal: Amamentando o Felipe

Mas os meninos tiveram refluxo e por isso, precisaram voltar a usar as sondas para alimentá-los.

O aleitamento materno teve que ser diminuído e sabemos quanto mais estímulos se tem, mas o leite desce.

Mas uma vez, as coisas saíram diferentes, a falta de estímulo fez o volume que já não era grande, diminuir.

Resultado, o aleitamento materno foi muito pouco durante o período da UTI e quando fomos para casa, o leite era tão pouco que não sustentava.

Assim como a Lorena, os meninos tiveram desde que nasceram complementos com fórmula infantil.

Resultado, no primeiro mês, depois da UTI, ganharam muito pouco peso.

A pediatra pediu para suspender o peito e ficar somente com a mamadeira, o meu leite era muito pouco, para sustentá-los.

Ela achava que o esforço deles para mamar estava tão grande, que além de termos que entrar com o complemento sempre, eles queimavam muito energia, por isso, ganharam pouco peso.

Sabe o que aconteceu, depois disso, ganharam peso e foram se desenvolvendo e crescendo.

E o emocional

Vou te contar, que acho que no meu caso, o emocional foi a grande causa.

Na minha primeira gestação por conta da ansiedade que foi me gerando, a cobrança que sentia, a ponto de ficar justificando para as pessoas, porque estava dando a mamadeira.

Ficava procurando ajuda nos livros, sites de amamentação e como assim, não consigo amamentar.

Chorei muitas vezes e por isso, resolvi abrir o meu coração aqui.

Uma cobrança que só estava me fazendo mal, até o dia que percebi que teria que mudar isso.

O aleitamento materno tem muitos benefícios, ficamos preocupadas com que os nossos filhos irão perder.

Mas afinal, nem sempre tudo na vida, sai como planejamos.

E sabemos que a maternidade está ai para nos ensinar isso todos os dias.

O filho que fica doente no dia que você tem uma importante reunião, a comida que você prepara com tanto carinho e ele não come, o bebê que nasce antes da hora e muitas outras situações.

Então mamãe para você que está na mesma situação que a minha ou que conhece alguém que passou por isso, se sinta abraçada, acolha essa mãe.

“Tenha consciência que somos as melhores mães que os nossos filhos possam ter.”

Que senão conseguimos criar o tão sonhado vínculo afetivo através da aleitamento materno, que ele venha através do carinho, do cuidado, do amor que sentimos, dos beijos e daquela mamadeira que preparamos com tanto cuidado para ele se alimentar.

E vamos ser feliz!! Com amor, Ana Paula

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